Análise de Balanço: uma discussão sobre as limitações na interpretação dos índices de liquidez

Mauro Forlan Duarte Campos, Marcus José Gomes Costa, Andréia Reis Ruas Canito

Resumo


Os índices de liquidez têm sido supervalorizados pela análise financeira tradicional. Tais índices demonstram o quão solvente a empresa é, minimizando assim, o risco de insolvência. A capacidade de pagamento das empresas pode ser avaliada por meio de quatro indicadores, que são: Índice de Liquidez Corrente (ILC), Índice de Liquidez Seca (ILS), Índice de Liquidez Geral (ILG) e Índice de Liquidez Imediata (ILI) os quais são obtidos diretamente das informações do Balanço Patrimonial. No entanto, a simplicidade conceitual e a facilidade de obtenção dos índices de liquidez não revelam as limitações – decorrentes dos pressupostos contábeis, da ausência de qualificação e de questões matemáticas – que possuem. Para que a liquidez de uma empresa seja analisada de forma precisa, é necessário que o analista complemente as informações, inclusive com outras demonstrações contábeis que possui um aspecto mais dinâmico frente ao aspecto estático do Balanço Patrimonial, além de possuir o atributo da análise da liquidez, também é de fácil compreensão para os consumidores da informação, observando e aplicando os princípios contábeis de forma a obter maior precisão na execução e obtenção de resultados favoráveis. E é nesse sentido que o presente Artigo discorre, apresentando limitações existentes na análise tradicional e propondo alternativas para uma análise de liquidez mais consistente.


Palavras-chave


Liquidez, limitações, contabilidade, matemática, pressupostos

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