Políticas de logística reversa de embalagens de pós-consumo: estudo de caso em uma franquia de restaurantes do DF

Patricia Guarnieri, Carollina Aparecida Gutiérrez Braga

Resumo


A procura por alimentação feita por meio da entrega (delivery), seja em casa ou no trabalho, é uma das estratégias que mais têm crescido no ramo de food service (alimentação fora do lar), sendo opção real de compra de 59% dos brasileiros, fato que contribui para o aumento do descarte de embalagens no Brasil. Estabelece-se, com a sanção da  Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/2010), a obrigatoriedade da logística reversa e o princípio da responsabilidade compartilhada entre os atores envolvidos na geração de resíduos. Nesse sentido, empresas que liberam no mercado embalagens em geral devem gerenciar os processos reversos. Este trabalho tem como objetivo analisar as implicações da adoção ou não de políticas de logística reversa de embalagens pós-consumo (delivery) em uma franquia de restaurante do Distrito Federal. Para isso, foi realizado um estudo de caso aplicado em uma rede de franquias de restaurante na qual participaram do estudo o sócio fundador da franquia, além de dois franqueados da rede. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semiestruturadas e observação direta em duas lojas da rede. O estudo verificou que o aspecto ambiental não é um fator atualmente levado em consideração pela empresa estudada para a escolha da embalagem e do fornecedor. Além disso, verificou-se que os entrevistados não conheciam a PNRS bem como as penalidades que podem ser realizadas, apesar de reconhecerem a reciclabilidade como importante. 


Palavras-chave


Logística reversa, PNRS, embalagens, franquia de restaurantes.

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