A (des)construção do comércio fortalezense: ambulantes, bodegas e vida urbana na primeira metade do século XX

Daniel Camurça, Michele Teles Alencar Correia

Resumo


Resumo: Busca-se com este artigo analisar o comércio ambulante de Fortaleza, na primeira metade do século XX, no intuito de entender o sistema de comércio existente desde períodos coloniais, dentro da cidade. A partir do surgimento de novos modelos culturais, sociais e intelectuais – principalmente oriundos da Belle Époque francesa –, a presença dos trabalhadores das ruas se tornam um inconveniente para elites políticas e sanitárias. A meta era estabelecer novos padrões de consumo e venda. Para tal, era necessário silenciar, controlar e domesticar o saber-fazer dos trabalhadores pobres. Com a institucionalização do comércio formal na cidade, o silenciamento e invisibilização dos trabalhadores não ocorreu como desejavam as elites. Mas, a impossibilidade de trabalhares na informalidade gerou, fome, marginalização e pobreza.

Palavras-chave: vida urbana, comércio de rua, trabalho informal, leis municipais.

Palavras-chave


vida urbana; comércio de rua; trabalho informal; leis municipais

Texto completo:

PDF