Educação, currículo e diversidade: Um debate sobre a linguagem utilizada nos livros didáticos da EJA frente aos desafios contra o sexismo.

Patrícia Oliveira dos Reis, Jorge Alfredo Cerqueira Streit

Resumo


A crescente mobilização de diversos setores sociais em favor do reconhecimento da legitimidade de suas diferenças tem correspondido a uma percepção cada vez mais aguda do papel estratégico da educação para a diversidade. Ela é vista como fator essencial para garantir inclusão, promover igualdade de oportunidades e enfrentar toda sorte de preconceito, discriminação e violência, especialmente no que se refere a questões de gênero e sexualidade. Uma educação não sexista é uma proposta de mudar condicionamentos e estereótipos atribuídos aos seres humanos de acordo com seu sexo. O ponto de partida para o alcance de novas perspectivas que envolvem a diversidade e currículo reside no entendimento da diversidade como ela efetivamente é tratada nos contextos educacionais. Desta forma, o objetivo da presente pesquisa é analisar a forma com que tratam da diversidade de gênero, os livros didáticos recomendados pelo Ministério da Educação (MEC) para a alfabetização de jovens e adultos (EJA). Para cumprimento de tal objetivo, fez-se necessário realizar uma pesquisa teórica, documental, qualitativa e descritiva.  De um total de 19 livros, do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), 8 foram compuseram a  amostra da presente pesquisa. Tal investigação permitiu o entendimento de que formar um cidadão livre de preconceitos e de discriminações não é tarefa somente da escola, mas faz parte da realidade do(a) educador(a) enfrentá-la. Afinal, nos livros didáticos analisados encontram-se poucas representações de mulheres, e dessas poucas, em geral promovem os estereótipos, subalternização e padrões conservadores de referência à mulher.  


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