A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR E O ENSINO DE HISTÓRIA: REFLEXÕES DOCENTES

Francisco Thiago Silva, Laryssa Vasconcelos, Robson Carlos Casagrande

Resumo


Analisamos neste texto as impressões que os professores de história da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal têm sobre o processo de implantação da Base Nacional Comum Curricular - BNCC, no que diz respeito ao ensino de sua disciplina. Compreendemos o campo curricular a partir das contribuições da teoria crítica (SILVA, 2011) a despeito da necessidade em discernir quem determina e em larga medida qual é o conhecimento válido que povoa um documento tão importante como a BNCC. Estruturamos o texto da seguinte maneira: iniciamos com os conceitos que perfilam o campo curricular, o colocando como um “território contestado” (MOREIRA; TADEU, 2006), em seguida discutimos os aspectos históricos e legais que cercam a proposta da BNCC, após debatemos as implicações da proposta para a prática curricular do ensino de história e finalizamos com a análise dos dados coletados a partir de questionário aplicado com sete docentes da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. O estudo apontou as fragilidades da Base Nacional Comum Curricular a partir do componente curricular de história, sobretudo porque os agentes modeladores do currículo ficaram estranhos ao processo de elaboração da política e a possível aprovação da mesma poderá resultar em mais uma tentativa de transposição legislativa do currículo, já que nem mesmo as Diretrizes Curriculares Nacionais, nas suas mais diversas esferas, conseguiram alcançar plenamente seus objetivos. 


Palavras-chave


Base Nacional Curricular Comum, Ensino de História

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