Estudo comparativo dos certificados verdes no âmbito da eficiência energética

Mariana Martins de Oliveira, Patricia Cristina Cunha Nunes, João Marcos Souza Costa

Resumo


Durante o acordo de Paris de 2016 o Brasil apresentou a Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC), com o intuito de reduzir até 2025 a emissão de gases do efeito estufa em 37% em relação aos níveis de 2005. No que diz respeito a contribuição da engenharia para a evolução desse compromisso tem-se a preocupação com uso de fontes de energia renováveis e eficiência energética, aplicando o conceito de construção sustentável para preservar o meio ambiente e poupar recursos naturais. No Brasil, por exemplo, as edificações consomem anualmente 44% do total de energia elétrica do país, sendo 22% destinados ao setor residencial, 14% comercial e 8% para o público, conforme apontam os dados divulgados pelo LabEEE (Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina) (Techne, 2009). Apesar do governo incentivar projetos bioclimáticos, recentemente foi desenvolvido um selo de eficiência que também será empregado na construção civil, o Procel Edifica de 2014, o Brasil ainda deixa a desejar em termos de eficiência energética, principalmente se comparado aos demais países de primeiro mundo que investem no desenvolvimento de tecnologias e melhor aproveitamento de energia. O presente trabalho apresenta um debate teórico sobre esse contexto no Brasil e o contraste com países mais desenvolvidos, além da comparação entre programas de etiquetagem brasileiros (AQUA e PROCEL) e de outros países – como a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concebida nos Estados Unidos, que é a plataforma mais utilizada para edifícios verdes e a BREEAM ((Building Research Establishment Environmental Assessment Method), criada na Inglaterra.

Palavras-chave


Sustentabilidade, Eficiência Energética, Procel Edifica, LEED, BREEAM, AQUA

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