Aparência e Prestígio: a civilidade na corte de Luís XIV (1643 – 1715)

Marcos Maciel de Sousa Rocha

Resumo


O presente artigo procura compreender a questão da aparência e do prestígio na corte de Luís XIV (1643-1715), buscando relacionar o comportamento, as novas formas de vestir, falar, comer com o conceito de civilidade na França dos séculos XVII e XVIII com as relações de poder. Busquei ainda fazer uma análise da atitude absolutista do Rei Sol com a imagem simbólica que este construiu de si mesmo e de sua corte.  Para tal intento utilizei, sobretudo, as obras de Peter Burke, A fabricação do rei e as de Norbert Elias, A sociedade de corte e O processo civilizador. Tais investigações foram fundamentais para a compreensão de meu objeto de pesquisa. Norbert Elias porque mostra como a etiqueta, o luxo e as demonstrações de riqueza foram fundamentais para a manutenção do poder do monarca e para a consolidação do Antigo Regime francês. Já Peter Burke reflete como a propaganda de si mesmo foi uma estratégia utilizada por Luís XIV como meio de assegurar a submissão ou o assentimento da nobreza e de seus vassalos ao seu poder. Com Luís XIV, a glória, o prestígio e a grandeza se transformaram em imagens que garantiram a estabilidade do reino e contribuíram para sua permanência no poder.


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