Utilitarismo: a ética baseada na consequência do ato

Paulo Vinícius Borges Santos, José Viterbo Filho

Resumo


O presente artigo tem como objetivo apresentar uma das mais importantes teorias do pensamento filosófico sobre ética, o utilitarismo. Com mais de um século e meio de existência, o pensamento utilitarista evoluiu historicamente tornando-se, na atualidade, uma das escolas filosóficas mais sofisticadas e respeitadas. A teoria utilitarista analisa as ações humanas pela perspectiva da utilidade e de suas conseqüências, calculando a contribuição das referidas ações para a felicidade geral. As consequências das ações, independentemente do caráter e da real intenção do agente, são o ponto principal da teoria utilitarista, pois somente elas podem gerar prazer e dor. Os princípios morais devem ser avaliados pela ótica da utilidade que eles tendem a promover. O utilitarismo preceitua a imparcialidade, a benevolência e o desinteresse na escolha entre a própria felicidade e a dos demais. Serão enfatizados os fundamentos da conduta moral, sobretudo, a avaliação do comportamento humano através de um único critério de moralidade, a consequência do ato. Neste contexto, se fará uma abordagem baseada no fundamento desta teoria de gerar o ápice de prazer e diminuir a dor, atingindo o maior número de pessoas possíveis. Alcançar felicidade é o objetivo de toda conduta humana e o único requisito no julgamento das ações. Por fim, o utilitarismo sofreu forte influência do contexto histórico, mas manteve, ao longo do tempo, o desejo comum de solucionar o problema da humanidade em alcançar a suprema felicidade e, simultaneamente desmotivar as ações individualistas, traçando o comportamento humano pela vereda da moral e da ética.


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