Reflexões sobre o significado da “VIDA”

Daniel de Souza Mota

Resumo


Considerando os limites desse artigo vale ressaltar à possibilidade do rap ser interpretado hermeneuticamente demonstrando os aspectos musicais, a elaboração das letras, sem desprezar as articulações que os rappers por meio da rima, constroem entre cultura, vida cotidiana e política. Interpretar esse contexto é pensa-lo em sua totalidade: como música, como um produto e como uma prática de tempo e contexto específico. Por isso a proposta aqui trata de conciliar o pensamento de Gadamer com as concepções expressas nas letras do rap, fazendo emergir outras possibilidades de interpretação e enfatizando de que forma os músicos deste estilo, por intermédio da manifestação cultural, traduzem um universo social vasto e contraditório. Observando as tensões das relações sociais que encarnam uma linguagem que projeta valores simbólicos que norteiam o imaginário periférico. Tornando possível pensar essas músicas como portadoras de elementos constituintes de mudanças sociais em um campo de luta em que as disputas de domínio e afirmação social se fazem presentes. Esse enlace entre música e vida, entre vida e cotidiano, institui o rap como parte das questões de seu tempo, como linguagem que evidencia práticas sociais, ações e sentimentos inscritos na vivência de comunidades pobres.

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