PORTO ALEGRE FABULOSA EM DOIS OLHARES: SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA E AUGUSTO MEYER

Júlia Matos

Resumo


As cidades, desde os tempos mais remotos da história da humanidade, são entendidas como manifestação do processo de formação da civilização. A civilidade se concretiza no ideal da urbes, ou seja, da cidade. Muitas são as explicações e análises da formação das cidades, na antiguidade ou na modernidade, no entanto, sua representatividade na vida contemporânea transcende a noção tradicional de ponto de comércio ou de vida política. Neste sentido, Sérgio Buarque de Holanda em sua obra Raízes do Brasil apresentou uma nova proposta para compreensão da cidade e de sua funcionalidade na vida moderna, “Para muitas nações conquistadoras, a construção de cidades foi o mais decisivo instrumento de dominação que conheceram”.(HOLANDA, 1973:61). Como vemos, para Sérgio Buarque a cidade se configura na modernidade como instrumento de dominação para os povos conquistadores, como foram nossos pais ibéricos. Desta forma, para ele, a formação das cidades e sua conseqüente habitação se opõe a natureza, é fruto das manifestações do espírito. A cidade assume o papel regulador da sociedade. A cidade como organismo vivo não somente regula, mede, molda, como é moldada pela vontade humana. 


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